Às vezes a noite estende-se através da pele, mas tu mergulhas até apanhar a pedra lá no fundo e uma clareira começa a abrir-se no buraco por onde esvaziaste a noite.
De novo ao calor da lareira e ouvindo uma sonata de Beethoven a memória impõe-me cenas que não posso rasurar.
A perigosa linguagem do teu corpo, a beleza das mãos sobre a página de um livro onde aprendias o ofício, a fascinante química dos produtos que ajudam a viver.
Depois já era quase noite e tarde de mais para recuar. Tudo estava perdido; a nossa honra, o dia de estudo, o conceito de amor.