Vi-te passar, longe de mim, distante,
Como uma estátua de ébano ambulante;
Ias de luto, doce tutinegra,
E o teu aspecto pesaroso e triste
Prendeu minha alma, sedutora negra;
Depois, cativa de invisível laço,
(O teu encanto, a que ninguém resiste)
Foi-te seguindo o pequenino passo
Até que o vulto gracioso e lindo
Desapareceu longe de mim, distante,
Como uma estátua de ébano ambulante.
segunda-feira, 29 de dezembro de 2014
#27 - VISÃO, Caetano da Costa Alegre
domingo, 28 de dezembro de 2014
#26 - "Nunca evitei o desafio", Ibn Darraj al-Qastalli
Nunca evitei o desafio
Na frente de quem seja campeão
Mas hoje só tenho por contrário
A beleza que me mata com requebros
Com beijos doces e abraços,
Que são a sua saudação,
E cadeias
Que me apertam como laços.
Minha vida é dada às armas
E a couraça eu só tiro
Com o peito a palpitar
Se a beleza oculta em véus
Eu pressinto em seu arfar.
(versão de Adalberto Alves)
Na frente de quem seja campeão
Mas hoje só tenho por contrário
A beleza que me mata com requebros
Com beijos doces e abraços,
Que são a sua saudação,
E cadeias
Que me apertam como laços.
Minha vida é dada às armas
E a couraça eu só tiro
Com o peito a palpitar
Se a beleza oculta em véus
Eu pressinto em seu arfar.
(versão de Adalberto Alves)
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